quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Maratona de Lajeado 26/08/2018

Estava me preparando para uma prova de 50 km em novembro, que até então seria o meu maior desafio em corridas. Mas no meio do caminho surgiu uma maratona. Por que não aceitar esse desafio?
Foram muitas dúvidas, eu não me sentia preparada ainda. Minha maior distância tinha sido 30 km muito difíceis. 
Minha decisão foi correr. Como ouvi meu amigo dizer "corra duas vezes antes de pensar". Foi isso que eu fiz.

No congresso técnico

Início da corrida as 6 a.m. Hora de aproveitar o clima ameno, pois sabíamos o que nos aguardava.

Mês de agosto = muito calor + fumaça das queimadas

O percurso foi tranquilo, quase todo em estradão

Mas esse trecho de subida acabou comigo

Ela não anda, ela desfila


Ela é top, capa de revista

....

Morta já

Mas sobrevivendo

Me rastejando nos quilômetros finais

Nas frentes das câmeras a postura fica mais ereta

Quase lá



Sorriso de maratonista

Estreia em 3º lugar geral feminino (não tinha muitas concorrentes, mas isso não tira o meu mérito)

Era uma vez, um troféu






UTCD Mucugê/BA (04/11/2017)

No dia 31/10/2017 pegamos a estrada rumo a Mucugê na Bahia. Tínhamos mais de mil quilômetros pela frente...

Admiramos a paisagem antes de chegar nas intermináveis e entediantes lavouras de soja de Luis Eduardo Magalhães

Estrada

E mais estrada

Velho Chico

Mortos de cansaço

Chegamos em Mucugê mortos, mas vivos o suficiente para uma cerveja gelada.

A cara de felicidade diante de um copo cheio.

Oi Mucugê. Em frente ao Cemitério Bizantino

Explorando cada cantinho da cidade.

Ehh

Chegamos com tempo de visitar Igatu

Chegando...

Estou nos fundos da Pousada Açucena, lugar lindo. 

Matando a saudade dos meus gatos que ficaram em Palmas.

De volta a Mucugê, consegui dois meninos para subir um morro comigo.

Noite pré-corrida

Pós aquecimento

Eu toda feliz achando que correria 21 km

Mas fui cortada nos 11 km. Fiquei muito decepcionada, então fui beber para curar

Aqui a medalha, não era da cor que eu queria

Mais 1000 km para voltar para casa. Até a próxima Mucugê, nunca mais serei cortada nesta prova...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Travessia da Ilha do Bananal- 07/2017

Essa corrida foi inesquecível. Um grupo de pessoas com disposição de fazer acontecer, se reuniu e conseguiu concretizar esse momento mágico.

Foram dois dias de corrida. Seria 100 km em dois dia, cada dia seria percorrida 50 km em duas etapas, antes e depois do almoço. Consegui fazer apenas 50 km por conta do meu pé, minhas unhas ficaram detonadas.

Foi uma travessia em todos os sentidos. Do outro lado da ilha, encontrei meu novo eu.

Pessoas que fazem acontecer!

Pedindo proteção

Em um boteco em algum lugar desse Tocantins

Quase chegando, só falta atravessar o rio de carro...

Ou a pé

Agora sim, na ilha

Tem que pagar pedágio

Vamos iniciar a travessia (espere, fico mais bonita sem a viseira)

Tinha poeira no caminho

Gamei nesse percurso plano

Ora com vegetação bem rasteira

Ora com vegetação maior

primeiros 25 km concluídos

Pausa para almoço e eu muito cansada decidi parar

Tava muito cansada mesmo. Viagem longa no dia anterior, madrugamos para chegar na ilha e o sol esgotou minhas energias.

A noite acampamos na beiro de um rio. Fizemos essa fogueira para afastar os coiotes e os lobos

Amo fogueira

Isso é o que as pessoas fazem quando estão sem wi-fi por perto: sentam e conversam

Minha primeira visão do dia

Fazer o que? Tive que levantar também

Preparando tapioca para o café da manhã

Indiaruma, o índio mais descolado que conheci

Cabou moleza

A paisagem ia se modificando no decorrer do percurso

Meu pé não estava colaborando

Vi o povo colocando esparadrapo nos dedos, então vou colocar também

Tem certeza que vai entrar nessa lama com os dedos na carne viva?

Ainda tem chão pela frente, nada de reclamar. Engole o choro

(esse era o motivo do choro)

Pausa para almoço

O pessoal que ia terminar os 50 km do dia seguiu e eu fiquei para lavar louça. Estava muito bem do tornozelo para cima, mas meus pés não suportaram. 

Chegamos na aldeia. 

Que vontade de desamarrar essa corda

Final da Travessia. 50 km percorridos. Estava Feliz com meu desempenho, então atravessamos o Rio Araguaia e fomos tomar uma cerveja gelada no Mato Grosso.

Levamos o Bigode para tomar uma cerveja, o motorista mais gente boa que conheci. Ele contou a melhor história da mulher de branco que já ouvi na vida.

As marcas deixadas pela tinta saíram depois de um tempo. Mas as marcas que a Travessia deixou na minha alma ficarão para sempre.